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“Não Somos Escravos Da Moda”, evento que busca conscientização sobre escravidão na Indústria da Moda


Campanha busca conscientizar as pessoas sobre o Trabalho Escravo na Indústria da Moda no Brasil (Foto: Divulgação)

Sediado em São Paulo, o "Não Somos Escravos da Moda" foi o maior evento sobre erradicação do trabalho escravo na moda já realizado no Brasil. Debates, exposições fotográficas e uma simulação em uma fábrica têxtil fizeram parte da programação.


Caracterizado por restrição à liberdade do trabalhador, práticas de jornadas exaustivas, violação das normas de higiene, saúde, segurança, alimentação e moradias precárias, o trabalho análogo a escravidão na Indústria da Moda só perde para o de Tecnologia. Com o intuito de debater então sobre esses tipos de processos de trabalho, a Campanha "Não Somos Escravos da Moda" surgiu.


"A ideia da campanha surgiu com esse incentivo, com essa vontade de conscientizar a sociedade de que a moda sustentável não consegue exercer esse papel com tamanha violação dos direitos humanos", afirmou o Procurador do Trabalho, Gustavo Tenório, no primeiro dia de debate.


Promovido pelo Ministério Público do Trabalho, o evento teve três cenários: a exposição “Costurando Dignidade”, do fotógrafo Chico Max, com dezoito registros retratando mulheres que já foram submetidas a situações de exploração em oficinas de costura. Uma loja da Somos Livres¹ com produtos confeccionados por imigrantes e refugiados que compõem o projeto Deslocamento Criativo, incentivando e promovendo o trabalho inclusivo na moda brasileira.

#SomosLivres é uma campanha realizada pela Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo com o apoio do Ministério Público do Trabalho. O objetivo é esclarecer para a população brasileira que trabalho escravo contemporâneo é uma grave violação dos direitos humanos, ferindo diretamente a liberdade e/ou dignidade de trabalhadores e trabalhadoras. Dessa forma, #SomosLivres defende o conceito legal desse crime que é constantemente ameaçado por projetos em tramitação no Congresso Nacional. (Fonte: Portal Ecoera)

No primeiro dia de debate, foi exposto um panorama brasileiro do trabalho escravo na moda. A Dra. Catarina Von Zuben destacou o valor de uma peça e o sistema em que o produtor se vê para alcançar um mínimo de recurso. "A remuneração é ínfima, porque o preço da peça as vezes é descontado da pessoa quando ela erra. Então o que que acontece, ela ganha centavos para produzir mas se ela erra ela é descontada do valor integral da peça, então cria uma servidão por dívida que não tem fim".


A partir disso, dá para se ter noção do quão sério e importante é discutir esse assunto na modernidade. Para saber tudo o que aconteceu no evento, basta acessar o perfil deles no YouTube que você irá encontrar um resumo dos debates. Se quiser ouvir todo, basta ir no Canal Live On Demand, que tem todos os vídeos completos dos debates.


Confira um pouco do que rolou no primeiro dia do encontro!


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